Recado aos USPianos - Bandeijão

March 4, 2008

Quem acompanha os cardápios do bandeijão pelo site da Coseas nem sempre tem muita certeza dos horários de funcionamento - ainda mais agora com o bandeijão aberto de domingo, ás vezes é bom retomar algumas informações pra falar do que é novo.

Aos bixos/bixetes que vão começar a assistir aulas pra valer agora em março, também achei boa idéia tentar facilitar ao menos um pouco divulgando aqui os horários de funcionamento do bandeijão. Lembrando que o "Café-da-manhã" é colocado nos cardápios da Coseas como "Desjejum", e que nos fins-de-semana as refeições são servidas apenas no bandeijão Central, perto do CRUSP.

 

SEGUNDA A SEXTA-FEIRA*

  • Desjejum: das 7h00 às 8h30
  • Almoço: das 11h00 às 14h00
  • Jantar: das 17h30 às 19h45

SÁBADOS

  • Desjejum: das 7h30 às 8h30
  • Almoço: das 11h00 às 13h50

 

DOMINGOS

  • Desjejum: das 8h00 às 9h30
  • Almoço: das 12h00 às 14h00

 

*Bandeijão da Física: para evitar maiores supresas, fica aqui o aviso de que, diferente dos outros, o bandeijão da Física fecha 10 minutos antes do horário de funcionamento que está marcado aqui. No caso de contratempos - em geral, problemas com o abastecimento de água da Sabesp - que podem surgir no bandeijão Central, no fim-de-semana às vezes acontece das refeições serem servidas no bandeijão da Física.

(Quem quiser pode conferir mais informações no Stoa http://stoa.usp.br/bandejao)

Consciência política - Brecht

O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto
É o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo da vida
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.

(Bertold Brecht)

Respeito e escolhas

March 2, 2008

"As religiões são caminhos diferentes que convergem para o mesmo ponto. Que importância faz seguirmos caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?"

(Mahatma Gandhi)

Carta aos estudantes - Bem-vindos à USP!!!

February 22, 2008

CARTA AOS ESTUDANTES 

Nós, funcionários da USP, saudamos todos os calouros que chegam à Universidade de São Paulo, desejando que permaneçam até o final do curso que escolheram e para o qual foram aprovados.

Saudamos também os veteranos, dos quais nos tornamos companheiros de luta em defesa da Universidade pública, gratuita, autônoma, de qualidade e a serviço da maioria da população: trabalhadores da cidade e do campo.

Lembramos que teremos que continuar a lutar contra a ameaça, cada vez maior, de quebra da autonomia; de sucateamento por falta de verbas; arrocho salarial, que leva à evasão de professores e funcionários; queda da qualidade do ensino, assim como das políticas de permanência estudantil; terceirização do trabalho e ameaça de privatização da Universidade pública.

A luta pela democratização da Universidade, conforme nós estudantes, professores e funcionários aprovamos durante a memorável greve de 2007, com a ocupação da reitoria, deverá ser uma de nossas principais metas este ano e passa pela realização de um Congresso Estatuinte, com a participação dos 3 segmentos para discutir, elaborar e fazer vigorar um novo Estatuto para a USP, superando definitivamente o atual, que sem dúvida é o mais retrógrado e autoritário dentre as Universidades públicas brasileiras.

A vitória, muito importante ainda que parcial, contra a tentativa do governo Serra de intervir na USP, Unesp e Unicamp, só foi possível diante da unificação e da resistência férrea dos estudantes e funcionários da USP na greve e nas ocupações, não apenas nas Universidades estaduais paulistas mas em todo o país, no ano passado.

A força do nosso movimento levou também o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) a assinar um acordo com os funcionários, professores e estudantes, que envolvia a questão salarial com o compromisso de concessão de R$ 200,00 fixo como reajuste, para todos os funcionários e professores das 3 Universidades, desde que a dotação orçamentária das universidades vinculada à arrecadação do ICMS alcançasse determinado patamar, o que ocorreu. Os reitores descumpriram esse compromisso.

Também foram descumpridos acordos de não punição aos estudantes e funcionários que participaram das ocupações e da greve; vários processos administrativos e inquéritos policiais estão em andamento na uSP, Unesp e Unicamp contra estudantes e funcionários, sendo que Unesp 3 estudantes já foram punidos com 6 meses de suspensão. Na USP, 21 estudantes estão sendo intimados para depor numa Comissão de Sindicância sobre a ocupação e funcionários respondem a inquéritos e processos.

O atendimento das reivindicações dos estudantes referentes à moradia e outras, também prometidas pela reitoria, vão depender da nossa mobilização conjunta, assim como o aumento da dotação orçamentária das Universidades Estaduais Paulistas e a definição de recursos para políticas de permnência estudantil e a realização do Congresso Estatuinte na USP.

Por isso, nós funcionários, estudantes e professores teremos que discutir essa mobilização conjunta, pois a história tem nos ensinado que governantes e a burocracia universitária só não alcançaram seus propósitos de sucatear para justificar a privatização da universidade pública graças à união entre trabalhadores e estudantes.

Mais uma vez desejamos que vocês estudantes sejam bem-vindos, pois são a principal razão da existência da universidade.

 

São Paulo, 22 de fevereiro de 2008.

Sindicato dos Funcionários da USP 

Calourada USP 2008 - SEJAM BEM-VINDOS, BIXOS !!!

February 12, 2008

Quem chegou a circular dentro ou nos arredores de algum dos campi da USP esses dias já deve ter reparado em alguns grupos de pessoas cobertas de tinta (e lama também) até o último fio de cabelo andando reunidas e parando carros nas ruas "pedindo o pagamento do pedágio"… pois essa turma é a "bixarada" que está chegando agora na USP!

Começaram as matrículas dos calouros convocados em primeira chamada pela FUVEST, e junto com as matrículas, as bagunças que alguns veteranos - ligados a gestões de Centros Acadêmicos ou não - arranjam na hora de receber aqueles que estão entrando agora na Universidade. O que quer que pareça aos olhos de quem não participa de tudo isso - que seja uma "organização bagunçada" ou "bagunça organizada" - nessa hora de recepção, a certeza é que todo mundo se diverte; e pra evitar maiores problemas e garantir que toda a brincadeira seja saudável sem passar dos limites, o telefone DISQUE-TROTE já se mantém à disposição há varios anos para receber denúncias, através do número 0800-12-1090.

Não podemo esquecer que, embora em algumas partes da USP a CAMPANHA "ADOTE UM BIXO" não esteja sendo divulgada e muitos veteranos não se lembrem mais do que é "adotar um bixo/bixete", fica o recado de que por vezes alguns veteranos se prontificam a "adotar" um calouro, ou seja, apadrinhar um recém-chegado e dar a orientação e o apoio - incluindo umas pequenas broncas às vezes - que for necessário ao longo do primeiro ano, na medida do possível. Aos veteranos que talvez leiam esse post, deixo o recado de que a experiência de "adotar um bixo" pode ser, além de um grande aprendizado para ambos, uma grande amizade que fica pra vida toda, duas coisas que não têm preço.

Para aqueles que estão chegando agora, para os que estão acompanhando a recepção aos calouros e também para aqueles que no momento aguardam pela lista da segunda chamada que logo vai sair… BOAS VINDAS A TODOS !!!

Causalidade e consciência - Buda

February 7, 2008

" O que somos hoje e o que seremos amanhã depende de nosssos pensamentos. Se procedo mal, sofro as conseqüências. Se procedo bem, eu mesmo me purifico."

(Buddha) 

da Educação Libertária - Codello

December 4, 2007

"A República deve combater paralelamente dois adversários, o passado e o futuro. Para fazer isso ela se utiliza de um catecismo republicano, isto é, de um conjunto de valores veiculados pelo ensino ministrado nas escolas estaduais: amor à patria e respeito às leis republicanas que são inseridos no quadro da educação cívica. A mesma moral constitui a base sobre a qual se formam os futuros professores, de modo que o cerco se fecha dentro de uma lógica de continuidade do Estado. Os professores da República são designados a transmitir às crianças os valores de patritotismo, do trabalho, da obediência, da fraternidade, do respeito pelas leis e instituições republicanas. Segundo Élisée Reclus, é indispensável opor-se, em nome da verdadeira liberdade e autonomia, tanto às escolas estatais - onde se aprende a "educação cívica", ou seja, o servilismo e a submissão em relação ao Estado - quanto àquelas onde se ensina a obedecer a vontade da Igreja. Catequizada por todos os lados, a criança deve, aos seus olhos, tornar-se objeto de uma atenção totalmente particular. A sua libertação deve, desse modo, constituir uma prioridade para fundar uma sociedade de homens livres."

       (CODELLO, Francesco. in: "A Boa Educação: Experiências libertárias e teorias anarquistas na Europa, de Godwin a Neill") 

Contra a bitolação e o conservadorismo

November 21, 2007

 

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."

(Albert Einstein)

da Infinitude…

November 12, 2007

 

"Existem apenas duas coisas infinitas:
o universo e a estupidez humana.
E não tenho muita certeza quanto ao universo."

(Albert Einstein) 

da Violência e repressão - Brecht

November 9, 2007

Quem se defende

Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence.

A corrente impetuosa é chamada de violenta
Mas o leito do rio que a contém
Ninguém chama de violento.
A tempestade que faz dobrar as betulas
É tida como violenta
E a tempestade que faz dobrar
Os dorsos dos operários na rua?

Quem se defende porque lhe tiram o ar
Ao lhe apertar a garganta, para este há um parágrafo
Que diz: ele agiu em legítima defesa. Mas
O mesmo parágrafo silencia
Quando vocês se defendem porque lhes tiram o pão.
E no entanto morre quem não come, e quem não come o suficiente
Morre lentamente. Durante os anos todos em que morre
Não lhe é permitido se defender.

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.

(Bertold Brecht)

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